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Sábado, 24 de Outubro 2026
Ministério Público investiga denúncia de fraude em transferências de domicílio eleitoral em Alegrete do Piauí
Policial

Ministério Público investiga denúncia de fraude em transferências de domicílio eleitoral em Alegrete do Piauí

O caso está sendo investigado pelo promotor Fernando Brandão Cruz, da 40ª Zona Eleitoral, de Fronteiras.

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) abriu investigação para apurar denúncia de fraude em transferências de domicílio eleitoral no município de Alegrete do Piauí, gerido pelo prefeito Márcio Alencar (PT). O procedimento administrativo eleitoral foi instaurado nesta quinta-feira (11) pelo promotor Fernando Brandão Cruz, da 40ª Zona Eleitoral, de Fronteiras.

De acordo com o órgão ministerial, 11 eleitores solicitaram a transferência do título eleitoral para Alegrete do Piauí entre agosto e novembro do ano passado. A maioria dessas pessoas são oriundas do município de Campos Sales (CE) e teriam declarado residência nos povoados Pocinhos de Baixo e Catolé, na zona rural da cidade piauiense.

O caso chegou ao conhecimento do Ministério Público após representação da comissão provisória municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT), que denunciou a existência de transferências eleitorais em massa supostamente realizadas com documentação irregular.

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Segundo a denúncia, os requerimentos de transferência teriam sido instruídos exclusivamente com Fichas de Cadastro Domiciliar e Territorial do Sistema Único de Saúde (SUS), preenchidas manualmente e sem a assinatura do agente comunitário de saúde responsável.

O promotor Fernando Brandão mencionou jurisprudência do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), que já reconheceu, em decisões anteriores, que esse tipo de documento não é suficiente, de forma isolada, para comprovar domicílio eleitoral.

Além disso, durante a apuração preliminar foram identificados indícios que levantaram suspeitas sobre a autenticidade das informações apresentadas, como o compartilhamento de um mesmo número de telefone por cinco eleitores sem vínculo familiar declarado, utilização de endereço eletrônico comum por pessoas distintas e a ausência de registro das fichas no sistema e-SUS por mais de dois anos.

Entre as diligências determinadas estão a solicitação de informações ao TRE-PI e à Secretaria Municipal de Saúde de Alegrete do Piauí, além da oitiva do agente comunitário de saúde citado nos documentos e o cruzamento de dados com bases públicas.

FONTE/CRÉDITOS: gp1

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